Dentre os inúmeros desejos que você deseja há alguns poucos que merecem atenção, pois é desses que depende seu progresso e bem-estar. Esses desejos não têm por objetivo seu prazer em particular, mas apontam para o progresso e bem-estar dos diferentes grupos de que sua alma faz parte; familiar, empresarial, de amizade e tantos outros possíveis. Quando a alma deseja o bem do grupo ela se coloca a serviço de algo maior que, mesmo desconhecido, é pressentido como real, tanto que ela não duvida nem sequer por um instante de sua realidade. O algo maior é inaceitável para as almas confundidas no meio de milhares de desejos egoístas, é uma ameaça aos seus planos. Esses desejos que apontam ao bem maior merecem ser chamados de aspirações - Quiroga
A mente é como o vento, difícil de sujeitar. Porém, tentar dominar esse instrumento fabuloso é o maior desafio de nossa humanidade, superando conceitos inúteis que não servem a esse propósito. Imagina-se que a mente seja como um computador que processa informações e toma resoluções. A mente é isso, mas não somente, pois é nela que se faz a interligação de vários mundos, alguns conhecidos e experimentáveis cotidianamente pela nossa humanidade, enquanto outros são ainda invisíveis e motivadores de toda espécie de receio, já que tememos o que imaginamos desconhecer. Na verdade não desconhecemos esses mundos e os tememos justamente porque ameaçam o castelo de realidades imaginárias e ilusórias que fundamentam nossa civilização. - Quiroga
Logo abaixo leia-se uma mensagem datada de 05/10/2008, dia de estopim curto, fagulha era dia do meu aniversário pensava eu que esta era a data mais importante de todo o ano. Nessa vida obsoleta em que somos colocados para aprender, e depois do aprendizado, vem outro e outro até que você já não mais sabe se aprendeu ou terá ainda que fazê-lo infinitas vezes.
O silêncio dá vontade de falar com as pessoas, mas é o mesmo que se estar solitário, de ser o cavaleiro das más noticias, afinal com quem falar? E para que falar? Não adianta correr do desespero ele te alcança tão rápido quanto você pensa que está longe...Qdo tudo parece se encaminhar ai vem a falácia da estupidez da falta de zelo, parece descaso, parece proposital e não adianta a verdade disto é que a primeira impressão é a que fica é a que sempre vai ficar. Até esse desabafo é solitário, não deveria ter demorado tanto, não deveria ter achado que tudo seria melhor, por mais que seja, quando será que esse nó se desatará? Muito do que penso ou pensei se perdeu nesses 2 anos, reclusa não sei onde, a espera do divino rs... A inconsequencia gera a intolerancia, gera o preconceito, gera a discordância, gera o silêncio, não há como quebrar o silêncio.
Eu rompi o silêncio, ascendi um estopim que não explode, que não apaga é renitente, é odioso, asqueroso, mas eu, eu vejo o belo quem sabe esse belo com afinco e arduo suor seja a recompensa. Afinal eu preciso acreditar que tudo isso tem um propósito, que um dia terei respostas ou simplesmente foi tudo um grande ponto de interrogação.
Um parabens solitário... dia de aniversario é assim uma poeira cosmica que no fundo é uma chuva de meteoros, bate forte, estrondosa com a famosa pergunta o que fiz nos últimos dias, digo 365, afinal em 24 horas deste mais de trezentos dias eu chorei, sorri, fiz amigos, descobri pessoas, esqueci outras e digo que na verdade evolui, involuindo...
Traço planos mirabolantes, que as vezes consigo colocar em pauta, me acho louca, descabida e acho que estou com algum tipo de degeneração, não vou ao médico mas tenho uns brancos e quando vejo estou colocando detergente na caneca de leite quando era pra por na leiteira suja, depois rio ou falo oh não, como uma atriz num rompante caustico numa destas series da sony ou warner que adoro ver e rever por vezes.
Mas não basta, esta semana tive uma daquelas conversas de feedback com o meu "gerente interino" (O novo assumiu dali pra frente o que ficou, pra traz ficou e mais uma vez a equipe fica sem histórico... A não ser o do CA o do Budget, da Ge, e por aih a fora números versus números e como sempre a pessoa a essência renegada a esquerda...) enfim não sei trabalhar em equipe porque tenho o QI acima da média, se sou acima da média, porque insistem em me manter numa posição mediana( estou sendo zombeteira, porque na verdade o faxineiro terceirizado tem mais regalias que os funcionários de colete naquela empresa, dia destes explodi igual a panela de pressão, disse tudo que estava engasgado, disse não escrevi, com direito a carcada de diretor, gerente, muitos elogios da classe operária, mas no fundo tudo volta a normalidade, eles se sentem ofendidos porque não são capazes de preservar o ser humano que ali trabalha e doa suas horas em troca de um pão muitas vezes amassado e mofado, dentro de uma estrutura engessada, que nem se dá ao trabalho de copiar a concorrência para agradar o seu público, elite cega e zombadora, aquela empresa se perde dentro da sua própria metidez e mesquinhez, é uma massa sem forma, sem estratégia, sem conteúdo, onde pilhar riquezas num país de terceiro mundo é hobby, dos descedentes napoleonicos, que riem ao enviar euros e euros para seus investidores e tirar mais reais e reais de quem coloca a cara a tapa, afinal a pll só eh dividida entre os gerentes, que nem sabem o que se passa a cinco milimetros da área periferica do seu umbigo, nem tampouco niveis superiores que se acham Deuses, ainda tive que escutar que o CEO de uma empresa é a imagem suprema do Divino e nós( subalternos) devemos adorá-los como a imagem suprema de aura jovial e alva como as nuvens do eleavo do Éden. Hã mais o melhor foi a performance artisitica, olhos bem abertos e sobreposição sobre a mesa para gerar intimidação, eu tinha vontade de rir, mas mantive a pose e escrevi um recadinho de retratação, muito bem calacado no hosroscopo de dois dias atrás, elencados diziam que mesmo subvertendo eu estava certa e que o capitalismo frenético era o culpado da minha falta de sorte em trabalhar aos finais de semana com uma equipe nada afinada. Somos trouxas... Como ia dizendo não sei trabalahr em equipe porque tenho o QI acima da média, porque a empresa é tendenciosa, porque se você não fizer parte da panelinha, se você não puxar o saco, se você a cada cinco minutos não gritar pra todo mundo ouvir eu sou PHODA! Puxar o saco tem um grande nome marketing pessoal, ou marketing viral, afinal ser bom é um virus que os mediocres não querem que se espalhe. O que me valeu mais a pena na quinta foi encontrar o pessoal da pós e ficar de papo produzindo para os trbalhso dessa semana, uam verdadeira equipe de seis, que produzem trbalham doam seu tempo, para um objetivo comum. Vocês ainda vão escutar sobre a SEIS e a LIGA!! Em breve!
Nas listas das minhas degenerações pisiquicas, ora diria fisica está a de inverter letras nas palavras enquanto digito, ou engoli-as como podem ter notado em parte do paragrafo acima, as outras eu já corrigi, se não por favor me avisem. Devo estar ficando cega também, já que a mipoia é um caos...
Bebi quase meia garrafa de pinga de ameixa, muito boa, bem docinha com mel é melhor ainda,acompanhada de uma boa porção de peito de frango recheado, depois uns docinhos que não estavam muito geniais, um pouco de TV e daqui a pouco cama, porque a segunda-feira vem lépida resgatar meus dias de correria...
Preciso morrer, pra voltar a respirar essa minha alergia,me tira do sério, eu me tiro do sério,...
Sou Andreia Teixeira Batista, tenho 37 anos agora completos, brasileira nata, negra, com cabelos brancos, sorridente, mas cada vez mais caustica, cada vez mais desiludida, se fosse a solução me atiraria daqui de cima, bem que outro dia eu quase abri a porta do carro, porque queria um pouco de paz e sossego.
Será que essa será a minah sina? Vagar em busca de sossego, carinho , dignidade e ter um pouco de desapego, poder trabalhar, crescer, produzir, chega de tapinahs nas costas, falsos sorrios, velhso moralismos, uma conduta fake, para que me aceitem, será que poderei um dia ter um dia de 24 horas completas sem mascaras?
Me cansa, me cansa essa vida patricinha, com o pé na periferia, me cansa essa vida boia-fria, me corrompe essa vida destrutiva, quero crescer, ser eu mesma, ser reconhecida, criar,transformar pessoas e amanhã, começa o desafio, "ensinar" o que sei, ou o que aprendi, vai ser um exercicio de auto fragelação, vai doer, ter que escutar respostas incriveis para o óbvio, mas se o meu Karma for o de "adestrar" vou representar meu papel, mas quero minha recompesa elevada a N, senhor Deus do universo! E nada de Kama Sutra...
Eis que surge mais uma editora no mercado. Mas a Malagueta tem uma grande diferença: além da pimenta no nome, é uma editora de livros para mulheres que amam mulheres.
E o primeiro título vem da renomada autora Lúcia Facco, que agora se aventura pela fantasia para comentar como seria uma sociedade em que as mulheres tivessem poder.
Em comemoração ao Dia da Visibilidade Lésbica, haverá a leitura dramática de trechos da obra por atrizes convidadas e a autora fará um bate-papo literário.
Apareça!
Sábado, dia 30 de agosto de 2008,
a partir das 17 horas na Rato de Livraria - Rua do Paraíso, 790, próximo ao metrô Paraíso, São Paulo, fone 3569-7882
Era data do seu aniversário, mas era como se fosse o meu, a mesma ansiedade e a vontade do dia raiar o quanto antes só para eu te ligar e dizer aquelas firulas de praxe, e esquecer que não estamos mais juntas, escutar a sua voz, e lembrar de todas as vezes que envolvi suas mãos pequenas por entre as minhas sem cerimônia, para percorrer o meu corpo e o seu transformados em um quando nos amávamos.
Um filme em preto e branco, clima noir, um olhar, o vagar da respiração, conversar sem falar, também para quê? Não que não conversássemos muito pelo contrário, das mazelas, as grandes novidades, futebol, política, sua carreira, minha vontade de cair no mundo, mas eu queria mesmo era cair nos seus braços e seu sorriso um daqueles de creme dental,arco-iris que ofuscava os olhos, só tinha o tato como aliado precoce para te desnudar.
Mas o tempo passou e como num raio eu estava de um lado e você de outro da rua, caminhos cruzados que desatavam suas pernas para que seguissem rumo ao que cada uma dizia ser a sua vida sem a outra, uma tentativa de reconstruir relacionamentos, sentimentos, imaturidades...
Não sei por que depois de tanto tempo o seu aniversário foi tão importante de uma hora para outra relembrar talvez fosse a energia do nosso beijo, aceleração de partículas num grande vácuo que a sua falta me faz.
Então liguei, pensei que havia esquecido o número, mas foi tão fácil, como apertar o redial , chama, chama, e meu coração a palpitar em chamas, finalmente:
_ Alô!
Tremi
_Alô!
_Espera não desliga, parabéns...
Que idiota eu me senti, só ao dizer parabéns
_ Lia é você? Que surpresa maravilhosa, você é a primeira pessoa que me diz parabéns, quanta saudade lembrou que eu existo?
Ela bem, ou melhor, a Julia sempre tentou se aproximar, mas eu sempre envolta em mil projetos a deixava de lado, vingancinha imbecil, esmagava a saudade e tirara o corpo fora por sete anos, de qualquer tentativa de reencontro, mas como eu queria, como eu quero... Como eu a quero!
_ Eu a primeira? E a sua digníssima namorada? Ou já trocou de novo?
_Você ligou para me parabenizar ou me ofender?
Idiota, como eu sou idiota...
_ Você sabe eu nunca fui com a cara de nenhuma delas, lembra no vernissage da Izabel, eu derrubei o vinho no vestidinho da Ruth de propósito só para ela sair e eu poder te ver ali só por entre os estranhos, eu queria que você ficasse perto de mim, mas só te afastei e só te faço afastar a cada vez que o acaso ou à vontade nos poe juntas como agora...
_ Lia...
_Espera não acabei ainda, parabéns sete vezes parabéns por cada um desses anos que não te liguei, que não fui as suas festas, desculpas por não saber onde você estava e por não saber porque nos perdemos...
_Lia... _ Tá bom vou deixar você falar.
_ Vem jantar comigo? Eu tenho tanto que te falar, aceita diz que aceita.
_ Meu coração aprendeu a esquecer, mas você está na caixa de Pandora então fica perto sempre! Claro que aceito seu convite Júlia, tem um bistrô muito charmoso perto da PUC.
_Não conheço...
_Ótimo melhor ainda, chama-se Blucafé, na Monte Alegre
_Às 20h30min será perfeito...
_Combinado, vou desligar
_Espera, não se atrasa, vou desligar
_Ao mesmo tempo então...
Nunca desliguei ao mesmo tempo sempre ficava com o zunido por um tempo, como se absurdamente ela voltasse à linha para dizer que havia esquecido algo ou diria o quanto me amava, finalmente acordei ela estaria me esperando não podia me atrasar e ainda eu tinha um almoço em Campinas, vou desmarcar tudo e ir à academia me entregar a uma sessão de massagens, depois aparar as unhas, rio da minha infantilidade, mas não nego o quanto estou feliz.
Julia mordia os lábios num sorriso, pequenos espasmos faziam seu abdômen se contorcer, lembrar-se do gozo que sentia quando Lia a surpreendia, parecia que nada havia mudado, parecia que aquela rua se estreitava rumo a uma única direção, quanto expectativa.
A Julia sempre foi intempestiva, uma jornalista irrequieta com o que se passa ao seu redor, nos conhecemos num desses congressos que os professores sempre insistem para que os alunos e ex-alunos façam quórum nas suas palestras, pleno verão Guarujá, um final de semana inteiro no Casagrande Hotel, sentei ao lado dela numa palestra de semiótica, mas só pude aprender o significado do seu corpo, a boca que gesticulava junto ao professor, aquele do tipo galã que todas as mocinhas querem ficar com ele e serem suas namoradinhas, mas ela me surpreendeu ao comentar do decote da professora convidada da UFRJ.
No almoço caímos na piscina numa algazarra tremenda o mar ali na frente era um convite tentador, nos olhamos e sem pestanejar fomos caminhar pela areia, água de coco, olhares, a vontade, o suor, logo a lua estava sobre nós e nos demos conta do tempo.
O final de semana passou e subimos a serra amigas, amantes nos descobrindo, desatando nossos nós, remontando caminhos pelas mesmas pedras.
Adoro a massagem da Luíza relaxei tanto que as lembranças foram tão reais como uma viagem no túnel do tempo.
Como estaria a Julia, chego a casa e tomo uma ducha rápida passo os olhos nos e-mails, bebo uma dose de uísque e parto.
Chego e a vejo por entre as mesas do corredor, outros casais estão num salão lateral, o serviço é muito bom, ela já se antecipara escolhendo o vinho, sommelier nas horas vagas, sempre a viajar pelos sabores frutados e amadeirados.
A fito com um sorriso.
_Atrasada!
_Sete anos, ainda tenho chance?
_ Porque você não se senta, afinal?
Quando vi seus olhos brilhantes e vermelhos (com certeza devia ter fumado unzinho só para variar)... Mas não estou recriminando eu amo não o unzinho, mas essa sua loucura em querer ser duas e ter que sempre ser uma e essa uma nunca ser a que você realmente gostaria de ser.
Júlia às vezes parecia duas pessoas, dispares condutas numa só pessoa, por hora ninfomaníaca, outras só uma criança a procura de colo. Mas é bom assim sem querer desvendar o que de tão simples há em você.
_ Posso?
_ Hoje tudo pode!
_ O que achou daqui?
_ Amei, principalmente a carta de vinhos, que tal um Sauvignon Blanc?
_ Francês? Salve a queda da Bastilha, eu quero água sem gás também.
O garçom foi em busca da garrafa em sua adega enquanto, descobríamos quais sabores à noite nos traria, espero que só sabores, mas esta era uma noite de lembranças e assim se seguiu contamos o encontro, o primeiro cinema, um ano intenso, que pareceu ser uma vida inteira. Mas ela estava alegre, eu só queria saber se sóbria teria a mesma reação de dizer: Hoje tudo pode, como se fosse simples relembrar o quão intensa foi a nossa relação dias de agendas esquecidas, o seu sexo na minha boca, o primeiro encontro adolescente, o beijo, as escapadas, o final e hoje a tentativa de reatar a amizade.
Por fim o cardápio se seguiu numa entrada de Ceviche, queijo brie com uma leve camada de goiabada, no réchaud e coxa de pato confitada com molho de pimenta, purê de mandioquinha e alho porró.
Entre um pedido e outro bebíamos, gargalhávamos como nos melhores dias, vivas ao seu aniversário, os projetos, ela me discorreu parte da sua palestra que faria no próximo final de semana sobre sustentabilidade, sempre em voga.
_ Preciso ir ao banheiro.
Seu olhar pedia que eu a acompanhasse, me segurei, mas não deixei de seguir seus passos até sumir por entre a cortina. A noite fria e convidativa parecia uma dádiva, deixei o carro em casa de propósito, éramos praticamente vizinhas eu no Real Parque e ela no Panamby, a volta era o trunfo que eu teria.
_ Me beija?
De leve toquei seus lábios enquanto ela se sentava.
_Dizem que todo bom relacionamento quando acaba vira amizade fiel, incondicional, é eu realmente deveria ter te encontrado no banheiro do bistrô, afinal eu quase tenho certeza que o melhor de você a sua autenticidade se aflora quando estamos juntas, sem contar a libertinagem, e como eu adoro ouvir as suas histórias repletas de libido...
_ Eu adoro ficar com você, essa sua boca,seus dedos, suas mãos, eu passei a noite toda com tesão os nossos pés se roçando, a sua boca rosada, os seus olhos com aquele verde parecendo duas esmeraldas prontas a serem lapidadas...
_ Vem então...
Enfim o pato, a sobremesa e a conta, o final estava próximo era quase meia noite, onde está seu carro perguntei?
_ Vim de táxi e o seu?
_ Eu também.
Gargalhamos da ingenuidade de um golpe tão besta, o meu está na Paulista no prédio do trabalho vamos que eu te deixo em casa, caminhamos e as nossas mãos se encontraram como há tempos, se desejavam, a aconcheguei nos meus braços e caminhamos abraçadas, quentes, desejosas, pegamos um táxi.
De repente a pergunta:
_ Com vai a Carolina?
_ Bem, ela está em Boston, nos separamos o ano passado
_ Vocês se amaram?
_ Sim, mas nada se compara a ter você
Nos beijamos o frio cortava a nossa pele, meus hormônios me deixaram em paz e com a sensação boa e eficaz que não a perderia de vista nunca mais.
me deu na idéia contar para vocês uma frase que um amigo ouviu no metrô e que me faz rir sempre que eu lembro dela:
... e aí aquela indisgraziata foi lá em casa e quebrou tuttos mios elefantinho!
Injusta é a causa da idéia de que sempre podemos, começar de novo! Justa causa, lembra demissão...Então vou demitir-me de mim mesma, sublimar e desgastar o pó, já que dizem que ao pó voltarás... Então sou pó, carne crua, feto expurgado...Quero viver uma vida freelancer.
tem aviso prévio para o auto-conhecimento? FGTS para a iluminação?
Depois de hoje
Não quero mais saber de locais com cigarro, porque o pessoal não pode só ficar ao sabor da música e na birita... Vou precisar de uns dez banhos pra tirar essa cuira de fumaça de cigarro do meu sangue...
O espetáculo Flores Brancas, texto inédito de João Fábio Cabral, estreou no dia 5 de abril, sábado, no Teatro Crowne Plaza, às 21 horas. A montagem - que tem direção conjunta de Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt - narra a história entre mulheres que se conhecem casualmente numa estréia de teatro, quando Vitória (Luciana Caruso), sem querer, esbarra em Luisa (Zeza Mota) derrubando seu celular. Esse encontro inesperado desencadeia muito desejo e sedução, levando-as à descoberta de uma grande paixão.
Com muita delicadeza e sensibilidade Flores Brancas se propõe a falar do universo feminino, da paixão e do amor entre duas mulheres. A cidade de São Paulo é o pano de fundo dessa história onde seus destinos se cruzam. Um misto de ansiedade, desejo, medo, muita sedução e sensualidade permeiam a narrativa e, enquanto passam os dias e as horas, cresce nelas um sentimento nobre.
Segundo o autor João Fábio Cabral, Flores Brancas nasceu do anseio em apresentar de maneira significativa o homossexualismo feminino. A relação das duas personagens existe como pano de fundo para uma história de amor, de paixão. O autor comenta: "É extremamente importante falar desse amor entre duas mulheres de forma natural, dentro de um contexto social. Não temos intenção de levantar bandeira, de apontar ou fazer julgamentos. Para nós, o mais relevante é observar o ser humano e suas angústias; os seus desejos e sonhos". O tema é tratado de forma delicada, sensível e respeitosa, sem deixar de refletir com naturalidade sobre as diversas formas de orientação sexual. A peça pretende mostrar que a homossexualidade é tão presente, tão digna e imperfeita como qualquer outra orientação sexual.
Para João Cabral, "descartar qualquer tipo de preconceito e estar atento à vida, independentemente de orientação sexual, pode ser uma grande 'sacada' para um mundo mais tolerante e justo".
"Flores Brancas fala de liberdade." (Fabiana Carlucci)
"O amor é o que é, seja para que gênero for." (Rogério Harmitt)
Espetáculo: Flores Brancas Texto: João Fábio Cabral Direção: Fabiana Carlucci e Rogério Harmitt Elenco: Luciana Caruso (vitória) e Zeza Mota (Luiza) Direção de Movimento: Jonathan Faria Trilha Sonora: Fernanda Galetti Luz: Ricardo Silva Cenário e Figurinos - Rogério Hamitt Projeto Gráfico: Marcelo Meniquelli Fotos - Lenise Pinheiro Assistente de Produção: Thabata Neder Direção de Produção: Carlos Mamberti Realização: Mamberti Produções
Estréia: Dia 5 de abril - sábado - às 21 horas Teatro Crowne Plaza - Rua Frei Caneca, 1360 - SP - Tel: (11) 3289-0985 Temporada: sábados (às 21 horas) e domingos (às 20 horas) - Até 31/05/08 Ingressos: R$ 30,00 - Duração: 60 min - Censura: 18 anos - Comédia romântica Capacidade: 153 lugares. Bilheteria: 3ª a 5ª (16h às 21h), 6ª (16 às 24h), sáb. (15 às 24h) e dom. (15h às 20h). Não faz reservas. Estacionamento c/ manobrista: R$10,00. Acesso universal. Ar condicionado. Aceita cheque e dinheiro.